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Sem Rumo :: 14/11/2007


Minha curta crônica para alguém... Quem seria? Eis a poesia do que rege meu corpo e alma...

Minha curta crônica para alguém... Quem seria? Eis a poesia do que rege meu corpo e alma... Não saber de onde vem ou para onde vai. Incógnito sim, mas nem por isso musicado em canções caprichosas demais para descrever a arte da nossa existência... Eu... Você... O mundo, feito três andares de um prédio tão alto que sustenta o céu. Queria mesmo era dizer que a rudeza das coisas da vida anda martelando as minhas noites. Como dormir enquanto o mundo respira e se modifica a cada instante? Como perder a transformação que muda o rumo de tudo, até mesmo do que sentimos? Conhece o sentir? Não? Pois prenda a respiração por mais tempo que lhe seja possível e depois ganhe o ar como prêmio. Algo transparente, como deveria ser o sentimento das pessoas. Se desejo desenhar no meu rosto luas, sóis e estrelas é porque quero tudo o que é mistério no meu corpo. Não para despertar qualquer desejo enganado, mas para tranqüilizar a minha ansiedade que provoca o estremecer a cada passo em direção ao tempo. E se ainda tento alcançar o que parece impossível, pense bem, o que é possível nem sempre é realmente destinado a nós. Esta minha crônica nem vai em garrafada porque o mar pode afogar a minha coragem de falar sobre o agora. E não há nada que seja tão impulsivamente presente do que a coragem. Vê? Ela é exposta sem métrica, sem lógica, sem muita bagagem além do silêncio que antecede a minha decisão... Gosto da crueza da coragem, ainda que nem sempre aprecie o seu resultado. Antes de assinar meu nome nesta curta crônica, bem, quero ofertar algo de mim para alguém qualquer que resolva louvar minhas palavras amontoadas: antes de perder-se todo no desconhecido, tenha certeza de que o que conheceu está presente.


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