Aconteceu que em uma noite de domingo, aproximadamente por volta de 21:00hs. a filha do meio em suas andanças pelo quintal atrás de goiaba, deparou-se com uma estranha criatura que emitia um som mais estranho ainda. Imediatante alertou seu pai e sua mãe, que sairam munidos de facão á caça do bicho, vale resalar que é mãe bastante "corajosa" resolveu no encarar tal aventura familiar. Sairam então o pai e as duas irmãs em tão importante missão. Logo depois a menorzinha adentrou a casa chamando pela mãe para ir ver a mucura. - Mucura ? O que é mucura - Não sei... mas, o pai falou que é mucura e que a senhora sabe o que é - Sei não... mas, vamos lá ver. Foram-se... e o que viram era uma visão dantesca. Um bicho feio, feissímo acuado assustado, roucando parecendo um porco. A mulher enloquecida falou: - Isto é uma mucura? parece mais um pássaro, porquinho ou filhote de elefante. Ká, ká, ká... Filhote de elefante! pode? E danaram-se a falar as trás ao mesmo tempo. O pai resolveu intervir falando com a mãe: - Como você pode dizer que mucura é um passáro preto, ou filhote de porco com um focinho desse tamanho ou mesmo filhote de elefante? vai me dizer que não sabes o que é uma mucura? Começou nova discurssão... Foi então, que a Alanis "cachorra", resolveu entrar na estéria e começou a latir e rosnar para mucura que revidava gunhindo. Deu-se novo pânico. Com gritaria, rosnado, latido e gunhindo... A mãe com medo da mucura entrou e trancou-se na casa. O Pai ficou com as filhas e a cachora decidindo sobre o destino da mucura. Resolveu que deveria matá-la, pois era uma ameaça para a cachorra; esquenta água para jogar na mucura. e afia o facão, e tava um clima de guerra contra a mucura, era uma correria só. Porêm, quando o destino da mucura parecia já traçado, eis que a filha menor intercedeu pela vida do bicho feio. Afinal era bicho, era feio, mas filho de Deus e merecia viver. Começou outra confussão para tentar salvar a mucura, foi outra gritaria, alvoroço, pânico... A cahora latia, o pai gritava, uma filha ajudava a outra chorava. e a mãe? A essa altura do capeonato só ria e continuava dentro de casa "protegida" do "pássaro mucura". Depois de algum tempo a mucura finalmente entendeu que tinha que procurar outro rumo e saiu do quintal. Suspiro do pai, pois finalmente ia poder voltar a "pilotar" o controle remoto, da filha do meio, pois ia continuar sua caça as goiabas; Da meorzinha pois conseguira salvar a mucura; Da cachorra, pois ia ficar com o quintal novamente só para si. e a mãe? Continuava rindo do causo da mura, meio pássaro, filho de porco ou elefante. Ká, ká, ká.
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